sábado, 20 de dezembro de 2008



Esse quadro retratando simbolicamente a Natividade
chama-se "Luz do Novo Mundo"

Vivas ao Aniversariante e Feliz Natal a todos!

Celso

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008




Esses desenhos à grafite foram feitos a partir de fotos 3x4, num periodo terrivelmente triste de minha vida, qdo me vi afastado das duas criaturinhas que mais amo nesse mundo...
O poema tambem pertence a esses dias cinzas...

Filho(a)

Recebe o meu amor como uma prece,
Acolhe no coração, na alma leve.
Que o peso da saudade quer nos derrubar,
Mas o amor irá nos erguer e unir sempre.
Guarde cada lágrima como um tesouro,
Um elo de corrente que irá nos ligar ainda mais.
O meu pensamento não se aparta de ti um só segundo.
O verdadeiro amor não se esquece, não se esmorece.
Não se perde nas coisas pequenas do mundo.
As areias do tempo não o cobrem;
Nem os ventos de tormentas mudam sua direção.
A distância não diminui sua grandeza.
A frieza da ausência não arrefece seu calor.
Posto que é devoção, é vida, é luz!
Tudo cobre e ilumina.
É missão divina, é sina
de alma e coração.


Aos meus filhos:
Luis Felipe e Giovanna
Celso

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Esse quadro é um trabalho antigo, na época da Galeria Vitória, grandes amigos...

Afrodite

Tua beleza perfeita em luz
Poema sem palavras
qualquer descrição é indiscrição inaudível, inútil
profanar o silencio que se impõe
o êxtase ante o clímax
o torpor consumado
vasos vazios na entrega
milhões de flores vermelhas
circulam, flutuam, explodem!

Liturgia divina que ofertas
Mensageiro alado me criva de setas
Entrego o pomo dourado
Prisioneiro em tua morada
Escravo por opção e desejo
Guardião zeloso do teu templo sagrado
Minha oferenda pulsa e queima
No peito aberto sobre a pedra

Abri teus portais
Câmaras secretas
Labirintos de perdição e prazer
Amante de insaciável apetite
Dominação do amor que em mim reside
Existe incondicional
Oh! Deusa do Amor imortal
Divinal Afrodite!
Celso

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008




Escultura em resina representando a sensualidade feminina, seus facínios e mistérios, encontrados e perdidos nessas curvas tão irresistivelmente desafiadoras quanto perigosas
Celso

sábado, 29 de novembro de 2008



Mesa posta.

Em outra noite fria. Estrelas desfalecidas. Horas mortas.
Relógio sem ponteiros no pulso sem pulso, descompasso perplexo.
A lua fez teto na mesma sala sem portas.
Candelabros como escombros descalabros pendurados; veladas lembranças, sinistros sinais alumbrados.
Sentei-me à mesa a seu lado, após tantos convites postergados.
Assentado e sentindo o desconforto dessa cadeira de espaldar alto, em desamparo me percebo pequeno e descalço, totalmente despido do espírito fausto tão ansiado.
Anfitriã solícita e pródiga; minha taça vazia transborda de seus favores, sua cicuta.
Há notas de profundo silêncio preenchendo o ambiente. Minimalista é a mobília. Sem detalhes que lhe denotem a presença, e, mesmo pode ser sentida, em cada canto, sua ausência, nesse encontro a luz de velas em noturnas vigílias de rogos inauditos.
O perfume de exílio vem do vaso vazio de flores enlutadas, e o cartão em branco extático.
Prateleiras de molduras sem retratos, espelhos sem reflexos. O tempo ali pendia em pregos cravados nos tijolos. Nas paredes, quadros pintados sem cores põem cinzas em meus olhos.
Oníricas paisagens, ruínas de vidas esquecidas. A toalha de rendas, tramadas marcas de suor e de amor, esconde por baixo um precipício de lembranças gastas. No espelho opaco a minha frente, a deusa sem rosto me sorri enigmática. Dentro da história, minha e tua, toda caminhada sem rumo certo e tudo volta sempre a essa mesa, que me prepara ciosa. Comensal habitual, comigo carrego a fome que nunca sacio. A mesa posta é vasta.
Mesmo tendo vários lugares vagos, previamente desprovidos, ressoa sua voz, anunciado o cardápio que nunca olvido. Me invade o cheiro do banquete, em tudo impregnado. Uma vez mais, o prato fundo posto reflete meu rosto transtornado. E ela me serve a mesma farta porção de tudo; os dissabores que comigo ainda guardo. O desgosto que deixa o travo amargo na garganta árida, dormente, e na boca, gota a gota, me leva o cálice sempre repleto de tinto fel mordente. Trás fogo à minha língua ébria sem alento ou saciedade latente. E tudo que meu paladar cego percebe são as pedras dos caminhos tombados, que não me passam na glote engasgada, em palavras natimortas atiradas.
Minha anfitriã mora em mim hoje, degustando lenta minha paz. Respirando o mesmo fôlego sôfrego na alma sem ar. Anda comigo pela casa, pelas ruas, pelo tempo afora.
Não me deixa só à mesa, à cama ou pela vida, nunca mais. Segue meus passos, preenche meus espaços e cuida de mim com especial atenção.

A vejo a toda hora, a sinto em todo lugar, materializada presença.
Já não vivo mais sem ela agora. Ela esta na minha alma cativa. Passeia no meu peito, descansa no meu coração.
Seu semblante abriga meus olhos.
Ela me põe a mesa todo dia, aqui, entre as paredes que me prendem, jogado ao chão. O seu nome dorme em minha boca, amarga e seca e sempre calada. Seu nome é ausência, seu nome é adeus. Ela oferta desalento, desespero e desesperança; sua fria lembrança desfrutada, toda dor e comoção.
Ela nunca vai embora, eu a vejo me servindo agora...

Ela me sorri, eu retribuo. A conheço muito bem...
O silêncio do seu nome ecoa pela sala... Ela se chama Solidão!


Celso

terça-feira, 25 de novembro de 2008



Refletindo...

Sou a mão e a luva
o que me cabe e o que sobra
nada em excesso
as vezes o avesso
as vezes completo em mim mesmo
sou a chuva la fora
e o estio do desejo
a coragem e o medo
a indecisão tomada
sou a metade espelhada
de tudo que vejo
sou teus olhos e tua boca
do outro lado do beijo...

Celso
Inspirado no poema "As vezes estou..." de Claudia Venegas... www.aldeianerudiana.blogspot.com